1.5 Leis Básicas

* Existem leis básicas que devem ser indistintamente seguidas por todos os filhos, umbandistas ou não, para que haja evolução e que na evolução caminhar evoluir aqueles que menos conhecimento tem a respeito das regras básicas de sobrevivência.
As regras básicas não podem absolutamente serem ignoradas por qualquer filho que pretenda continuar sua jornada no conhecimento espiritual.
Na primeira leitura estão em sua grande maioria descritas estas leis e agora caminhando a luz, refere-se essa lição à ação que leva a evolução e a falta de ação que leva a involução.
Não agir leva a paga tanto quanto agir porque aqueles que se isentam de sua responsabilidade perante terceiros e perante a si mesmo estão cometendo erro maior do que aqueles que tentam acertar e em sua tentativa acabam falhando.
A inexistência de ação leva à paga porque ela faz com que a evolução não se realize e que sempre que essa não se realiza, nova encarnação será necessária para ocorrer o aprendizado e a cada encarnação novo será o preço do aprendizado.**
Porque não basta apenas não errar, mas é necessário aprender. Não fazer o mal é muito mais fácil de se entender como atitude que leva a paga do que a não atuação. Mas o não fazer o bem tem conseqüências iguais ou maiores em algumas vezes do que realizar o mau. Porque em muitas ocasiões não havia como a alma que errava saber que não existia outra opção que não a errar realmente.
Mas aquele que simplesmente se omite e tem o conhecimento de que sua ação poderia ter sido a diferença entre um evento ou outro, paga mais do que aquele que ignorava.
Não fazer o bem é mais prejudicial àquele que não faz do que àquele a quem o bem seria dirigido Os filhos já devem ter entendido pela leitura do livro Primeira Leitura*** que não cabe a ninguém perdoar a não ser a si mesmo. O mesmo principio aqui se aplica.
Não cabe a ninguém realizar a evolução de outrem, mas tão somente a sua própria. E que consigam enxergar também seu egoísmo todos aqueles que acreditem estarem ajudando a outros, pois, na realidade somente a si estão fazendo evoluir.
Porque a evolução depende da ação e da reação a ação e não simplesmente do receber. Aquele que recebe, recebe muito menos do que aquele quem da. Pela lei de ação e reação a ação para o bem leva a uma reação tamanha e intensa na mesma direção, fazendo aprender aquele de quem partiu a ação. Portanto somente evoluem aqueles que praticam ações e não aqueles que delas se abstêm.
Alguns diriam que aprender a receber também é uma evolução e, portanto a reação a ação de ajudar terceiro seria a ação de aprender a receber. Isso efetivamente ocorre, mas não desse modo.
Aquele que aprende a receber não o está fazendo em virtude da atitude de doação, mas sim em decorrência de sua própria evolução. Não é o doador que leva a evolução daquele que esta sendo ajudado, mas sim a atitude deste em receber a ajuda.
Portanto mesmo aqui a evolução somente ocorre por uma ação ativa daquele quem recebe e não daquele que doa. O filho que doa está realizando em si mesmo a transformação porque de sua atitude demanda reação igual.
Assim filhos muito cuidado com as doações que não se realizam por outro interesse que não o seu próprio desenvolvimento. Porque erram aqueles que se fazem de grandes mártires, erram ao abrir mão de sua vida em prol de terceiros, porque a terceiros não podem ajudar se não a si próprios.
Aquele que tenta de qualquer modo, auxiliar aos seus, muitas vezes abre mão de sua própria existência. Mas esquece que não possue qualquer poder em modificar o karma dos seus, mesmo que assim pretenda, porque é aquela alma e não a sua que deve aprender.
Não se pode esconder os buracos da estrada do filho que precisa aprender sob pena de se desviar da sua própria existência e ainda levar o próximo a cair em buracos maiores para que então, quando não protegido, possa evoluir.
Contudo isso não significa que haja isenção da não ação. Devem todos atuar ao bem, mas visando seu próprio desenvolvimento e quando assim não o fizerem estarão atraindo a si maior Karma porque com seu auxilio iriam aprender e não ensinar.
Portanto sempre que o bem possa ser feito, deve ser feito, mas quando houver a isenção consciente, então sempre haverá algo a aprender logo mais a frente e como visto quanto maiores às dificuldades para o aprendizado, maiores efetivamente serão as dificuldades.
Mas realizar o bem também não pode significar em momento algum pretender alterar ou esconder os buracos que outros terão que cair. Quando o filho perceber que esta realizando ajuda maior do que a necessária, terá que parar e pensar se não está tentando alterar o exato momento e a paga daquele a quem ajuda. Muito difícil é entender isso. Quando a ação deixa de ser em beneficio ao crescimento próprio e passa a ser em detrimento ao ensinamento que a outra alma deve ter.
A regra aqui pode se fazer clara aqueles que realmente aprender desejam: deve-se efetuar o bem sempre, mas quando esse bem for superior as forças e quando houver duvida de que esteja o filho interferindo em karmas e aprendizados que devem ser efetuados, deve então recuar e cessar a ação.
Isso porque a não ação nesse caso é a ação, ou seja; a consciência de que passado de um determinado limite a ação deixa de ser construtiva e se demonstra destrutiva. E mesmo que não seja o julgamento mais certo, ainda assim a ação de não ação levara a uma reação muito mais benéfica do que a não ação, pura e simples.

Meu Amor,
essa é pra você que ainda não entendeu,
que deve ir e fazer o que entende que
ir e fazer deve ate o momento em que
assim não mais for possível.
Porque o não fazer aqui é ação e não destruição.
E quem destrói não ama.
Mesmo que a desculpa meu amor, seja o amor“


* - Para o entendimento do presente texto é fundamental a leitura do livro: Umbanda para a Vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas (encontrado na íntegra no www.livrospsicografados.com.br).
** - Livro: Umbanda para a Vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas, página 37, A Dor, O Karma e a Evolução.
*** - Livro: Umbanda para a Vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas, página 33, O Livre Arbítrio.